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euélio riosIdilista satírico no nosso rincão campestre alpendrado sobre esteios de paus redondos, ladeados de peões boiadeiros ao auspício do meu ditoso pai, onde discorríamos várias historinhas pra boi dormir que logo alí ruminavam na malhada, não tão longe do nosso casarão de pau-a-pique; vezes regado embebecido pela branquinha essa-cana-boa que boi não bebe, aditada a um chá de capim-canela outras vezes um café preto de raiva com cheiro estranho de tabaco da nossa Sinhazinha que não largava o fumo, café então coado vezes por outra em sua calçola rendada de furinhos um pretenso álibi de atrair os machos pras noitadas mato a fora e morro dentro, que nessa plantação de verdura no buraco cavado com ferramenta do amor, dava mais do que chuchu na serra.Desopilando já o intoxicado fígado pelo contagio do mau humor, daí não sendo racista, pudico puritano discricionário, espero agradar a gregos e troianos sem o negrismo humoral a atingir toda a classe corante e social, descrita pelos peões boiadeiros idílica por mim com aval da Sinhá Terta que não mente, cafeteira do meu pai, desde lá de seu torrão.

Eu sei que a prosa, os causos juntados aos meus trocadilhos iam inté altas horas às vezes eu montava no cavalo do meu pai pra prender na baia a égua da minha mãe que relinchava e não dormia. Já na curiosidade de menino pião, colocava a prova que boi deitado não é vaca e quem duvidasse, era só arribar o sedem, rebaixando o olhar visando o vergalho se era Zezé ou Marruá.

Quanta inocência junto aquela vaqueirama, hoje, trazida para os grandes centros em forma de exposição que agora nesse agronegócio com a mente semeada e fertilizada com meus grãos, favas do humor campestre vou abrindo cova literária, contando com saco cheio do leitor a acolher os meus perfluxos florescentes a dar frutos editorias esperançoso que nessa minha exposição política muitos vão lavar as burras como praga em cavalo magro, nesse morticínio pra alimentar os candidatos paraquedistas urubus, tendo um cavalar curral cheio de filhos das éguas e serem montados em cangalhas, umas bestas a se chamar eleitor que encabrestada em época de eleição, seja agora nossos votos um bridão como freio moral, e não sejamos comprados como porqueira no abrir dessa porteira do PSDB na cuia da mealha de dois reais embutido na disfarçates de sorteio de televisão a alimentar quiçá como feno o custeio palanqueiro de suposta cocheira politiqueira ora mercantilista Parque de Exposição onde ecoa os discursos evasivos sem persuasão a subjugar as classes menos favorecidas, nos relegando a plebeus consumistas animalescos, pangarés trotão, largados sentenciados a uma baixada de desnível social mal-dita fluminense em meio ao odor “fecal” como ingrediente temperoso de quem ouse fazer alguma refeição.

Enquanto no conforto do pavilhão, o gado ali ruminam ao serem bem tratados em meio ao povo eleitor distratado, infeliz. Mas sem o falso moralismo sigo a galopes montado no silim do lirismo poético com todos os ingredientes do meio rural tocando meu berrante soltando os cachorros acuados na alcateia politiqueira dos amuados inté chegar ao “Tater-sal” que diante do tatear insosso destemperado sem se firmar nos combalidos discursos políticos, abria-se o evento procurando a chave da moralidade num tranqueado de siglas partidárias questionáveis alí, representadas; Agora gadanhando as ervas daninhas do lugar a preservar o capim, reconheço com louvor o brilhantismo da festa esmerada com o bairrismo pecuarista pontual do Sindicado Rural, na pessoa do autêntico, abnegado Adriano Alcântara, contando com a parceria sem reservas da Prefeitura Municipal, parabéns! pro molde intonce não sendo latifundiário pecuarista, nesse meu bucolismo rural em terra minha o pau que da em seu Chico daria pra Francisco a menos que na carvoaria dessa “labiosa lenha” política o toco cru não pegue fogo e as brasas não acenda o fogacho das Marias Machadão a irem com as outras, contratadas ora roçar a derrubar votos nas urnas do “novo” PSDB que velho nesse cerca farpada dos maus costumes não queira deixar uma estaca em pé; mas também sem rodeios nesse idílio no estradão dos trocadilhos mesmo que a mula eleitoral manque evidencia que o negócio e rosetar a encher as burras montados na grana da ganância dos interesses subjetivos oportunistas, mas inconclusos no saber que dinheiro não compra a vida, já que a morte e a sentença para os que nascem, o infarto é o silêncio fulminante para os mal-humorados presos nos currais da arrogância já o câncer dormita na baia da lentidão tenebrosa, sufocando a vaidade pela ganância do ter, ao saber que os morotós, bichinhos da sepultura nos espera, daí, somos todos iguais.

Euélio Rios

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3 comentários em “EXPOSIÇÃO, VIDA BOA DE GADO, POVO ELEITOR INFELIZ”

  1. Que loucura, muito bom, bem poético, mas um pouquinho sujo, como no campo da ironia somos livrar. Gostei…

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