Pretenso nas minhas reflexões, penso que não se pode mensurar, de difícil compreensão a absorção no ato do enamorar, pois todo mundo é composto de mudanças buscando na evolução sempre novas qualidades. Esta é uma razão da mutualidade no namoro, de que ao mudar os “tempos” mudamos as nossas vontades, qual a de irrigar-se no verdor do namorar até com o derramar do pranto pelos olhos do coração, forjando com o calor do sentimento a entesouramos a jóia do amor, como fogo que se derrete em paixão e arde nesse ato absorto de doação ao entregar-se sem se ver na predisposição recíproca que torna dois seres igualmente fundidos na busca dos interesses da felicidade um do outro, felicidade que extasia até suprime a sonoridade do coração sem querer, a que o outro ouça, então adoce seus lábios no favo do mel possuído na colmeia desse amor e diga ao silêncio da sua timidez a todo pulmão, eu te amo!Não tão só por ser uma expressão agradável de se ouvir, mas também como fator muito importante que irá nortear uma vida a dois; é um gesto qual uma flor ao abrir, comparado ao sorrir, ao abastecer de alegria, que consola na tristeza quando sobrevir, a aliviar a dor que por certo eterniza no possuir do amor emanado de Deus, por cada um de nós, que haverá de nutrir com respeito pulsante de vitalidade respeitando as diferenças, mas sobre tudo, na concordância de se viver a semelhança, como um vinhedo mesmo irrigado para o crescimento lento, mas enraizado no solo fértil da doação que ao sofrer, vencerá os embates fortuitos da discurssão, a dar frutos como uva selecta dessa relação e cheguem a completa maturidade, a produzir vinhos das experiências que envelhecido pelo tempo mais forte e melhor fica.
Então enamore, permita ser amada, mesmo que os passos em falso de uma relação, não permitam o seu “amor” primeiro, também não será o derradeiro, para que na beleza dos olhares da paixão a cada novo encontro você possa amar como se fosse o “primeiro”, banhe-se nas cachoeiras que desaguam pelo dom, fonte da sua vida, deixe-se molhar a inundar-se de alegria ao perfume da flor da sua intimidade cultivada em seu jardim do amor, que aflora dentro de você dia a pós dia, porque tudo passa diante dos nossos olhos e o amanhã não será como o ontem, especialmente de quem não alimentou os sonhos dos seus desejos por não ter amado a individualidade respeitando o jeito do outro, curvem-se diante do infortúnio do seu individualismo e erga-se na busca do relacionar-se, reescrevendo a leitura de uma nova história que é geradora da vida a disputar ainda o tempo resgatando os depósitos como tesouros, jóias das suas ações, que irá testemunhar o passado lapidado para que os valores sejam exemplo como prenúncio do seu tempo reluzindo o presente ao descortino da memória apontando em um breve futuro que você é fruto de uma relação do namorar.
Por isso, deixe-se ser possuída de amor ao qual na natureza onde nada mais se cria, mais tudo se copia, reinventando, gere outra vida semei a semente a colher os frutos pósteros, do amanhã aprimore copiando o semear dos seus pais que geraram você, pois o amor é o supremo dom da vida!
Euélio Rios











