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eduardo gama 2Enquanto o serviço público federal entra em colapso com a completa falta de recursos, resultado dos cortes promovidos pelo governo Temer para se atingir a estonteante meta fiscal de R$ 139 bilhões, em Itambé, nossa cidade vizinha o prefeito Eduardo Gama se antecipa ao desastre eminente que os caixa das prefeituras sofreram com a brutal queda da arrecadação dos últimos anos, e adota um ortodoxo programa de responsabilidade fiscal para evitar a crônica de uma falência anunciada do município. “Ou assumo posições corajosas e responsáveis em nome do bem estar comum da maioria da população, ainda que eventualmente desagrade uma minoria, ou simplesmente a prefeitura quebra”, afirma Eduardo Gama, prefeito de Itambé.

Gama sentiu de longe os primeiros ventos das vacas magras financeiras se aproximando. Preferiu não dar sorte ao azar. Reuniu assessores, se debruçaram sobre os números e indicadores do município e concluíram o óbvio: precisariam cortar. Cortar, cortar e cortar. Da assessoria, o programa de redução de gastos passou a ser discutido por um fórum maior, com vereadores e representantes de entidades da sociedade civil organizada. “Era preciso cortar e começar na própria carne. Para dar o exemplo”, disse Gama. E o exemplo recaiu sobre os comissionados. Diversos foram demitidos.

Nem a tradicional festa da cidade escapou. Para manter em dia os salários de professores, médicos e enfermeiros e garantir a manutenção e investimentos dos setores de assistência social, educação, saúde e infraestrutura do município de Itambé, Gama, foi obrigado enxugar os festejos marcados para este mês. O evento que marcaria o aniversário da cidade, de 10 a 13 próximos, e contaria com atrações musicais ao vivo, foi reduzido para dois dias, mantendo apenas a programação cívica, religiosa e esportiva.

O impasse que se coloca é: mantêm-se a política dos cofres da prefeitura para bancarem os altos custos dos shows ao vivo ou se canaliza esses recursos para a compra de remédios para a população e investimentos para as salas de aula dos filhos do cidadão? “Ficarei sempre com a segunda opção”, responde, de pronto, o atual prefeito, segundo o qual, “shows podem esperar por dias melhores nas finanças da Prefeitura, a saúde da população, não”.

Tido como um gestor público responsável, eficiente e transparente, Eduardo Gama tem transformado Itambé em uma ilha de excelência nas contas públicas cercada de cidades falidas por todos os lados. Todos os municípios da Bahia, sobretudo as localizadas no entorno de Itambé, passam por dificuldades e vivem uma situação desesperadora.

“A necessidade exigiu que fossem tomadas essas medidas, se não tivessem agido dessa forma a sociedade de Itambé estaria sofrendo as consequências no curtíssimo prazo. Em pouco tempo faltariam recursos para educação e saúde no município se optasse por uma decisão populista de investir em festa e manter inchado o quadro de funcionários. Há um momento em que a população tem que decidir que sociedade ela pretende construir e deseja do prefeito que elegeu. Há o caminho mais fácil, do pão e circo, mas que todos perdem. E o mais penoso, que exige sacrifício coletivo, mas que no final, todos saem ganhando. A escolha é da sociedade”, finalizou Eduardo Gama.

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