O abandono total da cultura de Itapetinga
Em Itapetinga no Sudoeste da Bahia, é perceptível a falta de apoio e a desvalorização da cultura local, colocando um fim em todo o inventário cultural que antes, por aqui, existia, deixando o seu povo saudosista e com muitos questionamentos: por que o Museu permanece fechado?
O Museu foi desativado? Por que não acontecem mais eventos artísticos e culturais, como Festivais de Músicas e Danças na Concha Acústica? Por que permitiu fechar o Canto das Artes? Por que os artistas da terra não são apoiados? Por que só tem valorizado com altos valores financeiros as festas de São João?
A historiadora Emília Viotti da Costa, certa vez, disse que “um povo sem memória é um povo sem história. E um povo sem história está fadado a cometer, no presente e no futuro, os mesmos erros do passado”. Assim, ao assistirmos o capítulo atual do nosso Museu, fica claro o descaso e a falta de respeito da família Hagge com o patrimônio artístico e cultural de nossa Itapetinga.
No passado, o ex prefeito, Michel Hagge, avô do atual prefeito, Rodrigo Hagge, não apenas virou as costas para a nosso patrimônio cultural, como também cometeu um absurdo contra o patrimônio cultural da nossa cidade ao abandonar e desprezar obras importantes que contam parte da história de Itapetinga e de nossa região. Assim, como no passado, a atual gestão da família Hagge, segue o mesmo caminho.
O Museu de Itapetinga, que já foi referência regional, pois retrata a identidade e a memória cultural de Itapetinga e região, tendo sido visitado por pessoas de nossa cidade e região, está com suas portas fechadas há mais de três anos e sem perspectiva de reabertura.
A diferença da atual gestão do prefeito Rodrigo Hagge e as do seu avô, Michel Hagge, está no caos instaurado, pois a atual gestão consegue ser pior, mais perversa e desastrosa com o nosso patrimônio artístico e cultural. Afinal, o festival de música, que foi criado no governo de seu avô Michel Hagge, mantido e ampliado na gestão do governo do PT, pelo então prefeito José Carlos Moura, foram sumariamente cancelados pelo prefeito atual.
A secretaria, que deveria cuidar e zelar pela nossa cultura, a Secretaria de Esporte, Cultura, Lazer e, agora, Turismo também, segue, mais uma vez, sem um diretor de cultura.
Se puxarmos o fio da meada no tocante à cultura local, teremos muita coisa pra falar, além do descaso com o Museu, existe o desprezo aos artistas locais, o abandono ao Canto de Coral Cantos Artes e tantos outros.
O palco da Concha Acústica, que hoje serve para eventos esporádicos (alguns de cunho religioso), a falta de respeito ao Conselho Municipal de Cultura, enfim esse é retrato do abandono e do desprezo pelo nosso patrimônio cultural, pela nossa história e pela nossa gente.
Vereadora Sibele Nery
09/08/2022



















