Ex-técnico da seleção brasileira respira com auxílio de aparelhos, faz hemodiálise e permanece internado na UTI
Carlos Alberto Parreira, ex-técnico da seleção brasileira, segue internado em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Samaritano Barra, no Rio de Janeiro. Aos 83 anos, ele permanece sedado, respira com auxílio de aparelhos e necessita de hemodiálise.
As informações são do Metrópoles, com base em boletim divulgado neste domingo (5) pelo Hospital Samaritano Barra. Parreira está internado desde 16 de junho e foi diagnosticado com linfoma de Hodgkin, um tipo de câncer que afeta o sistema linfático.
Segundo a atualização médica, o ex-treinador apresentou, na última sexta-feira (3), um quadro infeccioso pulmonar com repercussão na função renal. A piora exigiu a retomada da sedação, suporte ventilatório e tratamento com hemodiálise.
“No momento, apesar de grave, ele encontra-se estável e dependente do suporte intensivo. O paciente está sendo acompanhado pelo pneumologista intensivista, Arthur Vianna, e pela equipe assistencial e multidisciplinar do hospital”, informou o hospital em nota.
Parreira é uma das figuras mais importantes da história recente do futebol brasileiro. Ele comandou a seleção na conquista da Copa do Mundo de 1994, nos Estados Unidos, quando o Brasil encerrou um jejum de 24 anos sem títulos mundiais. Também esteve à frente da equipe em outras passagens e participou de diferentes ciclos da seleção ao longo de décadas.
Além do trabalho no Brasil, Parreira construiu carreira internacional extensa, com passagens por seleções e clubes de vários países. Sua trajetória o tornou um dos treinadores brasileiros mais reconhecidos no exterior, especialmente pela experiência em Copas do Mundo.
O linfoma de Hodgkin, doença diagnosticada em Parreira, é um câncer que atinge o sistema linfático, parte importante da defesa do organismo. O tratamento e a evolução clínica dependem de fatores como estágio da doença, idade do paciente, resposta às terapias e eventuais complicações associadas.
No caso do ex-técnico, o boletim mais recente aponta que o quadro exige cuidados intensivos contínuos. A infecção pulmonar e o comprometimento da função renal aumentaram a complexidade do tratamento, mantendo Parreira sob acompanhamento permanente da equipe médica. O Hospital Samaritano Barra informou que o ex-treinador segue dependente de suporte intensivo. Até a nova atualização, não havia previsão de alta da UTI.
Fonte: 247









