
Ao aceitar ocupar a segunda suplência na chapa do ex-ministro João Roma (PL), que disputará uma vaga para o senado, o ex-prefeito de Itapetinga, Rodrigo Hagge (PSDB), pega de surpresa seus aliados, além de decepcioná-los politicamente.
Aproximadamente um ano atrás, Rodrigo havia dado sinais de que poderia disputar uma vaga para deputado estadual, porém, sem apoio na região, logo se calou. Seus aliados ainda nutriam uma certa esperança de que o ex-gestor a qualquer momento poderia anunciar oficialmente sua candidatura à Assembleia Estadual, mas não deu.
Rodrigo se ofusca politicamente ao ficar na segunda suplência de uma chapa que dificilmente sairá vencedora. Caso saia, o ex-prefeito teria chances remotas de assumir o mandato no senado, uma vez que a primeira suplência é ocupada pela ex-prefeita de Juazeiro, Suzana Ramos (União Brasil).
Rodrigo ganharia muito mais politicamente não participando da chapa diretamente, pois uma eventual derrota também respingará no ex-prefeito.
Coisa de ACM Neto? se for, Neto adora jogar os aliados no fogo. O atual prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo (União Brasil), que o diga. Ronaldo disputou o Governo da Bahia no ano de 2018, sofrendo uma acachapante derrota para o petista Rui Costa. Na época o grupo de oposição queria Neto.
O grupo do governador Jerônimo vem pesado com a máquina na mão, conquistando a cada dia apoios de aliados do ex-prefeito de Salvador, além de dois ex-governadores do PT disputando as duas vagas para o senado: Jaques Wagner e Rui Costa, em um pleito onde cujo puxador de voto é o presidente Lula (PT), que está à frente nas pesquisas contra o segundo colocado, Flávio Bolsonaro (PL).
Do ponto de vista político Rodrigo pode não ter feito uma boa escolha, além de ter causado uma certa frustração em seus aliados. Como sempre diz um velho amigo: “fazer política sem ‘$Zé do alumínio‘ é difícil.”
Por Roberto Alves










