O Minha Casa Minha Vida (MCMV) repaginado pode dar novo respiro a parte do mercado imobiliário nos próximos meses. O programa habitacional entra em nova fase após o Congresso aprovar Medida Provisória sobre o tema e, nesta semana, o conselho responsável pelo Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) estabelecer um limite maior para os imóveis financiados.
A avaliação no mercado é que as mudanças no programa gerarão impacto relevante, principalmente para empresas que atendem ao segmento habitacional de baixa renda. O conselho curador do FGTS divulgou três atualizações principais nos financiamentos via Minha Casa Minha Vida:
- Redução na taxa de juros para famílias de renda até R$ 2 mil;
- Aumento no subsídio para as duas faixas de menor renda do programa (de R$ 47,5 mil para R$ 55 mil);
- E aumento no preço do imóvel que pode ser financiado (indo a até R$ 350 mil para famílias que ganham até R$ 8 mil).
A ampliação do teto passível de financiamento no programa é o aspecto visto como mais importante, segundo especialistas ouvidos pelo Metrópoles. Além da alta na demanda, a expectativa é que seja possível recompor margens.
A estimativa do Bradesco BBI é que as construtoras com foco no segmento de baixa renda têm, hoje, entre 20% e 40% de suas unidades acima do teto atual, mas abaixo do novo – portanto, prontas para ingressar no programa.
“Vemos essas mudanças como muito positivas para o setor de construção residencial popular, pois amplia o mercado endereçável do segmento e permite preços mais altos em todo o país, ajudando as construtoras listadas a sustentarem velocidades sólidas de vendas e margens”, afirmaram os analistas Bruno Mendonça, Pedro Lobato e Herman Lee, do Bradesco BBI, em relatório a clientes.
O UBS BB lembrou que o teto do programa não era reajustado desde 2017. Com mais famílias podendo se beneficiar dos juros subsidiados (que começam em 4%, enquanto a Caixa cobra 9% para imóveis comuns), a expectativa é de alta na demanda, tendo em vista um déficit habitacional de 8 milhões de unidades estimado no Brasil.
Fonte: Metrópoles










