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A empresa Madison Biotech, citada pelo servidor do Ministério da Saúde Luis Ricardo Miranda como a cobradora de um pagamento adiantado de US$ 45 milhões pela vacina Covaxin, não opera no escritório onde está registrada, em Cingapura. A informação é do Intercept

Segundo a reportagem de Alexandre de Santi, Luiza Drable e Bruna de Lara, do lado de fora do prédio número 31 da rua Cantonment não há qualquer sinalização comercial da Madison. 

Uma mulher que chegou ao endereço afirmou que o local funciona como endereço fiscal da empresa. Ela disse que a farmacêutica indiana Bharat Biotech, que desenvolve a Covaxin, é dona da Madison. 

“Um expediente típico de paraísos fiscais, como Cingapura. Este tipo de operação depende de escritórios que apenas fazem o registro de empresas em países conhecidos por cobrar baixos impostos e permitir pouca transparência em transações comerciais – um ambiente ideal para quem precisa ocultar dinheiro ilegal”, diz a reportagem do Intercept.

Na avaliação dos senadores da CPI da Covid, a Madison seria uma empresa de fachada para ocultar transações irregulares decorrentes do superfaturamento na contratação da Covaxin.

Fonte: 247

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