O grito dos excluídos, é um ato promovido pela igreja católica realizado todos os anos no dia 7 de setembro. Tem por objetivo reunir movimentos sociais e centrais sindicais com suas bandeiras de luta por justiça, igualdade e liberdade. No ano de 2015 o grito dos excluídos tem por tema: ‘Vida em primeiro lugar’. “Que país é este, que mata gente, que a mídia mente e nos consome?” Em Itapetinga pela primeira vez o Movimento LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais), foi convidado a participar do ato e levantar suas bandeiras de luta. Em conversa com o coordenador do Movimento LGBT de Itapetinga, Luciano Dí Maria, ele relatou sobre a importância do Movimento estar presente neste ato, mesmo com a oposição de alguns membros da igreja católica. “A nossa luta também é pela vida e pela dignidade da pessoa humana, seja ela quem for.” disse Luciano Dí Maria.
Antônio Matos – Qual a posição do Movimento LGBT de Itapetinga em relação a questões de Ideologia de Gênero que foi retirada do PME – Plano Municipal de Educação de Itapetinga?
Luciano Dí Maria – Primeiro que o PME foi elaborado por pessoas conceituadas e conhecedoras da realidade educacional do município de Itapetinga. Mas Infelizmente foi disseminado uma mentira acompanhada pelo fundamentalismo religioso de algumas pessoas que existia no PME algo relacionado a Ideologia de gênero, algo que não era verdade. Desde 2008 a LDB Lei de Diretrizes e Bases orienta as escolas a fazerem referências ao combate as desigualdades de gênero e questões relacionadas ao gênero que se refere a homem e mulher, ponto. Porém o fundamentalismo religioso aliado a uma falta de conhecimento gerou toda aquela confusão, que na verdade somente quem saiu perdendo foi a educação de Itapetinga.
Antônio Matos – Acontecerá esse ano a IV Parada do Orgulho de ser LGBT de Itapetinga. Como surgiu o tema para a IV Parada LGBT: “QUAL É O SEU GÊNERO? SOMOS TODOS FAMÍLIA.”
Luciano Dí Maria – O tema surgiu como forma de esclarecimento mediante a mentira que foi disseminada maldosamente ou por ignorância de algumas pessoas que não têm nenhuma ligação com a área da educação, dizendo que havia no PME algo relacionado a ideologia de gênero. Pois ao falar de gênero estamos buscando a igualdade entre homens e mulheres sem fazer distinção entre as suas identidades ou sexualidades. E Somos todos família, e para mostrar a comunidade que a lésbica, gay, travesti, transexual têm suas famílias e querem constituí-las, algo que já é lei no Brasil. Por isso, vamos às ruas dia 27 de setembro/2015 mostrar que cada um tem seu gênero e que respeitamos e somos todos família. Concluiu.
Por Antônio Matos











