O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) vão disputar o segundo turno da eleição presidencial em 25 de outubro. Neste domingo (4), nenhum dos candidatos alcançou a maioria absoluta dos votos válidos necessária para encerrar a disputa no primeiro turno.
Flávio Bolsonaro liderava com 47,05%, equivalentes a 56.087.522 votos, Lula obteve 45,14% totalizando 53.811.809 votos. A diferença entre os dois era de cerca de 2,95 milhões de votos, ou 2,52 pontos percentuais.
A realização do segundo turno em 25 de outubro está prevista no calendário oficial do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A votação ocorrerá das 8h às 17h, pelo horário de Brasília.
Flávio abre vantagem, mas eleição segue para segundo turno
Apesar de aparecer atrás de Lula em parte das pesquisas divulgadas na reta final, Flávio Bolsonaro terminou a apuração parcial à frente do presidente. Levantamentos publicados na véspera da eleição mostravam um cenário apertado, mas em geral indicavam vantagem numérica para Lula.
Datafolha apontava 45% dos votos válidos para o petista e 42% para Flávio, enquanto a Quaest registrava 46% a 45%.
A disputa também confirma uma forte concentração do eleitorado nos dois principais polos políticos. Os demais candidatos, juntos, somavam menos de 8% dos votos válidos na parcial apresentada.
Cury fica em terceiro e votos dos demais entram no radar
O escritor Augusto Cury (Avante) aparecia em terceiro lugar, com 2,90% e 3.401.000 votos. Em seguida estavam Renan Santos (Missão), com 2,26% e 2.647.362 votos, e Ronaldo Caiado (PSD), com 2,20% e 2.578.991 votos.
Romeu Zema (Novo) registrava 0,28%, Samara (UP), 0,10%, Hertz Dias (PSTU), 0,04%, Clariana Barão (DC), 0,03%, Edmilson Costa (PCB), 0,02%, Veterinário Wilson Grassi (Democrata), 0,01%, e Rui Costa Pimenta (PCO), 0,01%.
A partir de agora, os eleitores dessas candidaturas passam a ser disputados diretamente pelas campanhas de Lula e Flávio. Cury, Renan e Caiado somam mais de 8,6 milhões de votos, contingente superior à diferença registrada entre os dois classificados na parcial.
Cury, sobretudo, já vinha sendo tratado como um nome estratégico para o segundo turno. Na reta final da campanha, tanto integrantes da direita quanto da esquerda acompanhavam o posicionamento do candidato do Avante diante de uma eventual disputa entre Lula e Flávio. O escritor, porém, fez críticas aos dois campos durante a campanha e chegou a afirmar que não pretendia apoiar nenhum dos dois.
Campanha recomeça com disputa apertada
O confronto entre Lula e Flávio Bolsonaro já era apontado pelas pesquisas como potencialmente equilibrado. Na véspera da votação, o agregador do UOL calculava 45,1% para Lula e 44,8% para Flávio em uma simulação de segundo turno, uma diferença de apenas 0,3 ponto percentual.
A campanha do segundo turno terá início com um desafio diferente para cada candidato. Flávio tentará preservar e ampliar a vantagem conquistada nas urnas, enquanto Lula precisará avançar sobre o eleitorado que escolheu outras candidaturas e reduzir a diferença registrada no primeiro turno.
Mais de 32 milhões não foram votar
A apuração também registrava uma abstenção de 32.805.985 eleitores, equivalente a 21,06%. Outros 3.595.907 votos foram anulados e 2.265.036 foram depositados em branco.
Esse contingente acrescenta outra frente à disputa. Além de conquistar os eleitores dos candidatos eliminados, PT e PL terão três semanas para tentar levar às urnas parte dos milhões de brasileiros que não compareceram no primeiro turno.
Segundo o TSE, 158.765.543 eleitoras e eleitores estavam aptos a votar nas eleições de 2026. O segundo turno será realizado no domingo, 25 de outubro, novamente das 8h às 17h pelo horário de Brasília.
A propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão relativa ao segundo turno está prevista para ocorrer entre 9 e 23 de outubro, segundo o calendário da Justiça Eleitoral.
Ao fim dessa nova etapa, o vencedor será escolhido pela maioria dos votos válidos e tomará posse na Presidência da República em 5 de janeiro de 2027, conforme o calendário estabelecido pela Justiça Eleitoral.
Fonte: 247









