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Muitos prefeitos, principalmente aqueles com alta rejeição, têm sonhado com a ampliação do mandato, até 2022, como propõe a PEC 49, que defende o fim das reeleições e propõe mandatos de cinco anos e eleições gerais em 2022.

De autoria do deputado federal Rogério Peninha (MDB-PR), a PEC foi protocolada na Câmara dos Deputados no dia 12 de abril de 2019. Porém, o Presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), durante entrevista na Globo News, garantiu que a proposta é “ilegal e inconstitucional” e que sequer chegará a ser pautada na Câmara. Sobre o tema, consultamos o advogado Especialista em Direito Eleitoral, Gustavo Ferreira, e para o jurista o entendimento é parecido com o de Rodrigo Maia, tanto no sentido da inconstitucionalidade da PEC, quanto da inviabilidade e dificuldades de se operacionalizar uma eleição unificada em um país continental como o Brasil.

“Entendo também da inconstitucionalidade dessa matéria, tendo em vista que a previsão expressa que deve haver periodicidade de voto, então na hora que se faz a extensão, se altera as regras do processo eleitoral, e isso é algo muito severo, estendendo o mandato para o grupo que está no poder e quebra essa previsão de periodicidade com relação ao voto”, afirmou Gustavo Ferreira.

De modo, muito particular, o especialista ainda citou dois pontos que merecem atenção, o primeiro é de que “essas propostas sempre visam à ampliação do mandato, nunca a redução, porque não reduzir o mandato em dois anos para se enquadrar?”, indagou. Além de defender a soberania popular, outro ponto em que o jurista chama atenção, diz respeito à operacionalidade de uma eleição unificada. “Se isso passar, nós teríamos de eleger de vereador a presidente da república, isso é muito complicado de se operacionalizar em um país de dimensões continentais como o Brasil. Nenhum país de dimensão continental faz eleição unificada.” Disse Ferreira. 

Fonte: Cada Minuto

Veja também: Rodrigo Maia arquiva prorrogação de mandatos de prefeitos e vereadores

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3 comentários em “PEC QUE AMPLIA MANDATO: “É INCONSTITUCIONAL E NÃO SERÁ PAUTADA NA CÂMARA”, DIZ MAIA”

  1. Ana Carlas Rio de janeiro

    impossível realizar uma eleição geral em um pais tão grande como o Brasil, ficaria sem controle a coisa

  2. Sobre unificar as eleições, o senador afirma que a medida iria reduzir os custos para os cofres públicos.Já pedi para o meu jurídico analisar. A ideia é a prorrogação de mandatos de vereadores e prefeitos atuais por dois anos, para que nas eleições de 2022 tenha tudo junto. Eleição de prefeito, vereador, deputado, governador, senador e presidente. Seria uma eleição geral que vai reduzir o custo ao erário público. É impossível o Brasil conseguir ter uma eleição a cada dois anos. Hoje, com as urnas eletrônicas, não tem problema a eleição ser unificada”, defendeu o senador ANGELO CORONEL.MATÉRIA VEJA DIA 25/04/2019.

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